MINICURSO 1.
TÍTULO
“VIGIAR E PUNIR”: AQUILO QUE OS MUROS SEPARAM, OS MUROS
CONTÊM? DAS PRÁTICAS DE DOCILIZAÇÃO AO PANOPTISMO
MINISTRANTES:
Alan Nascimento Rodrigues (UFCG)
Rafael Paulo Alves dos Santos (UFCG)
Raniere Marques de Melo (UFPB)
I -
EMENTA:
O minicurso propõe-se a discutir algumas
questões teórico-filosóficas sobre o corpo no pensamento de Michel Foucault e
tratar das práticas de disciplinarização e docilização a partir da obra “Vigiar e
Punir.”
II - OBJETIVOS:
- Buscar na obra “Vigiar e Punir” de Michel Foucault instrumentos para compreensão das relações que se dão dentro e fora das instituições;
- A partir do entendimento dos conceitos filosóficos de Disciplinarização, Corpos Dóceis, Mecanismos de Controle, Relação de Poder, entender quais práticas atravessaram e constituíram o sujeito na contemporaneidade;
- Analisar como o pensamento foucaultiano pode contribuir para compreendermos as relações de poder na atualidade.
III-
METODOLOGIA
O processo metodológico será
desenvolvido a partir de:
a) Estratégias de ensino: discussão
expositivo-dialogada, leitura comentada de textos, realização de atividades
práticas acerca do conteúdo teórico discutido.
b) Recursos pedagógicos: quadro branco,
textos xerografados, data show.
REFERÊNCIAS
Foucault, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 42. Ed.
Petrópolis, RJ; Vozes, 2014.
Dias, Francisco. A República Fechada: as prisões no
Brasil – São Paulo: Ícone, 1990.
Bauman, Zygmunt. Vidas desperdiçadas. Tradução Carlos
Alberto Medeiros. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.
Varella, Drauzio. Estação Carandiru. São Paulo: Companhia
das Letras, 1999.
BRASIL. Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias –
INFOPEN – JUNHO DE 2014. Ministério da Justiça, Brasil.
MINICURSO 2.
TÍTULO
DAS
PRÁTICAS DE SUBJETIVAÇÃO À CONSTRUÇÃO DA PARRHESÍA: AS ARTES DE SI EM MICHEL DE
FOUCAULT
MINISTRANTES
Adja da Costa Melo (UFCG)
Ciro Linhares de Azevêdo (UFCG)
Eulina Souto Dias (UFCG)
I. OBJETIVOS
- · Analisar o conceito de stultitia observando o lugar do mediador na relação do individuo com sua constituição de sujeito.
- · Refletir acerca do imperativo “Deves ocupar-te contigo” buscando compreender quem é esse “eu” do cuidado de si.
- · Compreender a parrhesía como uma prática que só se manifesta nos sujeitos que cuidam de si.
II. REFERENCIAL
TEÓRICO-METODOLÓGICO
Analisar, a partir de Michel
de Foucault, os conceitos de stultitia, cuidado de si e parrhesía, tendo como
embasamento para tais discussões os livros: A Hermenêutica do Sujeito, História
da Sexualidade, 3: o cuidado de si e Ditos e Escritos, volume IX: genealogia da
ética, subjetividade e sexualidade. Tal fala será dividida em três encontros
nos quais caberá a cada dia a discussão e um dos objetivos supramencionados.
REFERÊNCIAS
FOUCAULT, Michel. A Hermenêutica do Sujeito: curso dado no
Collège de France. Tradução Márcio Alves da Fonseca,
Salma annus Muchail. - 3ª.ed. - São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade, 3: o cuidado de si.
Tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque; revisão técnica de José Augusto
Guilhon Albuquerque. - Rio de Janeiro: edições GRAAL, 1985.
FOUCAULT, Michel. Ditos e
Escritos, volume IX: genealogia da ética, subjetividade e sexualidade;
organização, seleção de textos e revisão técnica Manoel Barros da Motta;
tradução Abner Chiquieri. - Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.
"DESATIVAR A MÁQUINA: A PROPOSTA ARQUEOLÓGICA DE FOUCAULT EM AGAMBEN"
MINISTRANTES
Tarciano Silva Batista (UFPB)
Thomaz Fernandes Rocha (UFPB)
I. OBJETIVOS
MINICURSO 3.
TÍTULO
"DESATIVAR A MÁQUINA: A PROPOSTA ARQUEOLÓGICA DE FOUCAULT EM AGAMBEN"
MINISTRANTES
Tarciano Silva Batista (UFPB)
Thomaz Fernandes Rocha (UFPB)
I. OBJETIVOS
- Compreender o projeto arqueogenealógico de Foucault e apropriação desta pelo filósofo Agamben.
- · Apreensão dos conceitos de Assinaturas, paradigmas e umbrais em Giorgio Agamben.
- · Relacionar o projeto arqueológico ao conceito de máquina em Giorgio Agamben, discutindo sua releitura dos dispositivos foucaultianos.
- · Discutir o alcance do conceito de profanação agambeniano como estratégia para construção de uma política que vem.
II. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO
A partir da exposição conceitual e do estudo de textos, tais como As Palavras e as Coisas de Michel Foucault e Signatura rerum, O que é um dispositivo e Elogio da profanação de Giorgio Agamben, buscaremos, primeiramente, compreender o projeto arqueológico e genealógico, o qual coloca no seu centro a discussão em torno do sujeito. De modo que possamos verificar como esse movimento vai ser apropriado por Agamben para o desenvolvimento dos conceitos de assinatura, paradigmas e umbral. Em seguida, buscaremos nos aprofundar na relação entre o projeto arquegenealógico e a tese agambeniana de que o paradigma governamental contemporâneo não pode ser considerado político, para apresentar o conceito de máquina proposto pelo filósofo romano. Finalmente, debateremos o conceito de profanação como estratégia direcionada a trazer a luz um ingovernável : a desativação da máquina que aludimos no título.
BIBLIOGRAFIA
AGAMBEN, Giorgio. O tempo que resta (2000). Belo Horizonte: Autêntica,2016.
__________. O amigo & O que é um dispositivo (2005). Chapecó: Argos, 2014.
AGAMBEN, Giorgio. A comunidade que vem (1990). Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
__________. Profanações (2005). São Paulo: Boitempo, 2015..
__________. Signatura rerum (2008). Barcelona: Editorial Anagrama, 2010.
__________. O sacramento da Linguagem: uma arqueologia do Juramento (2008). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
__________. O Reino e a Glória (2007). São Paulo: Boitempo Editorial, 2011.
__________. What is a Commandment? Áudio de palestra proferida em 28 de março de 2011 no Centre for Research in Modern European Philosophy (CRMEP), Kingston University. 15'13". Disponível em: <http://backdoorbroadcasting.net/2011/03/giorgio-agamben-%E2%80%93-what-is-a-commandment/>. Transcrição disponível em: <https://waltendegewalt.wordpress.com/2011/04/01/giorgio-agamben-what-is-a-commandment>. Acesso em 02 de novembro de 2016.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução Salma Tannus Muchail. 9ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
NASCIMENTO, Daniel Arruda. Umbrais de Giorgio Agamben: para onde nos conduz o homo sacer? São Paulo: LiberArs, 2014.
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